ALLAN KARDEC EM PARIS » Rue de la Grange Batelière

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Guia
Allan Kardec em Paris

Rue de la Grange Batelière

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1: Torre Eiffel | 2: Museu do Louvre | 3: Palais Royal | 4: Rue de la Grange Batelière, 18

Allan Kardec em Paris - Período RivailJá em 1853, a Europa estava dominada pela “febre” das chamadas mesas girantes. Pessoas de todas as classes sociais sentavam-se a uma mesa, concentradas, e faziam-na mover-se por meio de fluido magnético.

No ano seguinte, Rivail encontrou um amigo, Sr. Fortier [forrtiê], de quem ouviu pela primeira vez sobre o assunto. Rivail não deu atenção à história.

Pouco tempo depois, um novo encontro com o Sr. Fortier deixou Rivail especialmente surpreso. Fortier relatou que, além de se moverem, as mesas podiam falar — elas respondiam quando interrogadas. Rivail sustentou ceticismo sobre isso, embora soubesse de reuniões com a participação de pessoas honradas e dignas de fé. Anos depois, confessou: “Achava-me na posição dos incrédulos que negam porque apenas vêem um fato que não compreendem”.

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Em 1855, Rivail ouviu outra conversa apaixonada sobre isso. Foi com o amigo Carlotti [carlotí]. Desta vez, houve um detalhe que o espantou: o Sr. Carlotti citou a intervenção de espíritos naqueles “fatos maravilhosos”. Ao ver que o amigo agora estava ainda mais cético, o Sr. Carlotti comentou, profético: “Um dia você será dos nossos”.

Poucos meses depois, Rivail envolveu-se em uma nova conversa sobre o tema. Acompanhado do Sr. Fortier, ele foi até a casa da Sra. Roger [rojê]. Lá, encontrou o Sr. Pâtier [patiê] e a Sra. Plainemaison [plenmezôn], que lhe falaram sobre as mesas e os espíritos. O Sr. Pâtier, especialmente, exerceu uma séria impressão sobre o caso em Rivail. Falou pausadamente, sério, sem o elétrico fanatismo que dominava as pessoas quando o assunto era abordado. Com isso, Rivail ficou interessado em observar de perto o “fenômeno”.

Enfim, o Sr. Pâtier convidou-o a assistir a uma das sessões na residência da Sra. Plainemaison, na Rue de la Grange Batelière [ry de la grranj bateliérr], nº 18. Não imaginava que, por meio desse gesto, escancarava uma enorme porta para o surgimento da Filosofia Espírita.

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Note a estação de bicicletas.

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Semente plantada

A rua, curta (menos de 200 metros) mas agitada, está fora do principal foco turístico de Paris.

Há uma estação de bicicletas bem em frente do prédio 18, o que facilitará muito se você adotar esse meio de transporte e quiser deixar a sua por ali. O bar na esquina, aliás, é um bom ponto de descanso para a sua jornada.

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A entrada do prédio.

Rivail chegou a esta rua e entrou no prédio indicado pela seta. Era 1855, uma noite de maio.

Ele ficou aturdido com o que viu. Segundo relatos, a mesa usada na reunião girou, saltou. Houve ensaios (primitivos) de escrita mediúnica em uma ardósia, com o uso de uma cesta. “Minhas idéias estavam longe de precisar-se”, disse Rivail anos depois, “mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa.” Para a sorte de todos, ele decidiu estudar o caso a fundo — com sua característica razão, sensibilidade, seriedade, disciplina, bom-senso.

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Imagine Rivail observando por uma destas janelas. Antes da reunião, ansioso, cético, talvez sentindo-se “deslocado”; depois, ainda mais ansioso, mas agora pelo interesse em estudar o que acabara de ver. Sua prodigiosa mente vivia um despertar. Olhando pela janela, pensativo, ele plantava a semente do Espiritismo…

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O verdadeiro nascimento
de Allan Kardec

Rivail já havia publicado vários livros didáticos e pedagógicos — todos com boa aceitação do público e da crítica — quando descobriu o Espiritismo. Assinava os livros usando o nome real.

Ao concluir o primeiro livro espírita, decidiu usar pseudônimo para separar o educador Rivail do espírita Rivail. Escolheu o nome Allan Kardec, que, de acordo com uma comunicação espiritual que recebera, fora seu nome em uma outra existência na Terra (veremos isso daqui a pouco). Surgiu, então, O Livro dos Espíritos, não de H. L. D. Rivail, mas de Allan Kardec.

Os espíritas consideram que Allan Kardec “nasceu” em 1857, com o lançamento desse livro. Penso diferente. A verdadeira transição do “cético” Rivail para Kardec surgiu naquela noite de maio de 1855, quando ele esteve na reunião que acabamos de ver. Foi quando Rivail teve o despertar para o Espiritismo. Na verdade, Allan Kardec surgiu em 1855, na Rue de la Grange Batelière, nº 18. E você pode ver o prédio!

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Como chegar

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Localize o prédio direto no Google Mapas.

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PRÓXIMO DESTINO:

da Rue de la Grange Batelière à Rue de Rochechouart

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A pé (no mapa): 8 minutos. De carro ou bicicleta: 5 minutos.

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