ALLAN KARDEC EM PARIS » Transporte e Localização em Paris

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Guia
Allan Kardec em Paris

Transporte e localização em Paris

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Antes de você explorar comigo a vida de Rivail/Kardec em Paris, tenho algumas observações e dicas. Afinal, vamos também a pontos fora dos tradicionais roteiros turísticos.

Comecemos pelo…

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Transporte

Os pontos mostrados neste guia ficam espalhados em Paris. Alguns, para nossa sorte, estão próximos uns dos outros. O tempo necessário para visitar todos eles depende do transporte selecionado.

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Táxi

Evidentemente, táxi é o meio mais cômodo, porém o mais caro. Como eu fui de táxi apenas a alguns pontos, durante as pesquisas, não posso afirmar qual seria o gasto para visitar todos. Calculo aproximadamente 150 euros.

Se você não se comunica em francês, é importante ter os endereços por escrito para mostrá-los aos taxistas, porque quase nenhum deles entende inglês, e às vezes finge não entender (inaceitável para a cidade que é o principal ponto turístico do planeta). Para piorar, alguns não reconhecem endereços nem por escrito. Acho isso muito estranho. Em todos os países que visito, taxistas costumam conhecer tudo. Em Paris, é comum eles apelarem, desorientados, para mapas e GPS.

Quanto a honestidade, com apenas um deles eu tive problema com escolha de caminho mais longo, para o percurso ficar mais caro.

O lado positivo dessa história é que eu tenho uma dica para você. Um dia, em Paris, conheci o taxista Serge. Originário de Togo, na África, ele esbanja simpatia. (Quase todos os taxistas são imigrantes africanos.) Ri fácil, fácil. E sabe aonde ir, como chegar. O melhor: ele entende inglês, o que o torna uma jóia rara na cidade.

Anotei o telefone móvel dele e o chamei para outras corridas. Combinei, também, a condução até o aeroporto, no dia de ir embora. Marquei horário, e ele foi pontual — encontrou-me no hotel.

um artigo sobre ele aqui no blog Viagem Fantástica, com foto e telefone.

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Metrô

Outra opção de transporte, e barata, é o metrô. O problema é que muitos turistas demoram a entender o sistema — que é organizado e eficiente — e se perdem diversas vezes. Além disso, uma estação de desembarque pode estar a algumas quadras do ponto desejado. Você está disposto a caminhar?

No final de cada capítulo, eu aponto como chegar ao local por transporte público. Incluo indicações de metrô.

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Ônibus

Ônibus é outra boa opção, também econômica. São mais de quatro mil veículos distribuídos em 351 linhas, com doze mil pontos de acesso. Tal como o metrô, pode ter pontos de desembarque ainda a uma considerável distância do local a ser visitado. Mais uma vez, depende de quanto você quer ou pode caminhar.

Como eu disse acima, no final de cada capítulo há informações sobre como chegar ao local por transporte público. Incluo indicações de ônibus.

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Batobus

O Batobus — linha de barcos que funciona como linha de ônibus, pelo Rio Sena — é uma atração extra para os turistas, pelo privilégio das paisagens. Para nosso objetivo, no entanto, só é viável para visitar o Louvre e o Palais Royal, com uma rápida caminhada após o desembarque.

Não há indicações sobre isso no guia.

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Bicicleta

Dependendo de sua “disposição aventureira”, a melhor idéia é usar bicicleta. Isso mesmo, bicicleta!

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Paris está quase tão cheia de bicicletas quanto Amsterdã. São alugadas. Há inúmeras estações de bicicletas em toda a cidade.

A pessoa pega uma bicicleta em uma estação e a devolve em qualquer outra. A prática ficou tão popular que os próprios parisienses usam muito. Vi pessoas bem arrumadas (homens de terno, por exemplo) pedalando a caminho do trabalho.

Com os devidos e óbvios cuidados, é tranquilo pedalar nas ruas — mesmo nas mais movimentadas. Há pistas para bicicletas nas laterais, e os veículos costumam respeitar. Mas atenção: bicicletas devem seguir as mesmas regras dos carros. Nada de andar na contra-mão para cortar caminho. Eu fiz isso no começo, por inocência… e fui parado por dois policiais (não conta pra ninguém!).

A idéia da bicicleta é prática, inteligente, saudável, muito econômica e… charmosa (vai dizer que não é um charme andar de bicicleta em Paris?).

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Um detalhe ajuda muito: boa parte de Paris é plana. Apenas uma vez eu enfrentei subida cansativa. Foi quando visitei o ponto de Rivail na Rue de Rochechouart. Para momentos de maior esforço ou cansaço, basta aproveitar o conforto das três marchas da bicicleta.

Todas elas têm cesto na frente, útil para transportar objetos. (Não, o europeu não pensa, como o brasileiro, que bicicleta com cesto é “coisa de mulher”. Isso é uma bobagem com a qual eles não se preocupam.) Mas não deixe nele a sua câmera fotográfica, principalmente se for daquelas mais sofisticadas, de linha profissional ou semiprofissional. A trepidação da bicicleta pode danificar partes internas sensíveis.

Como, exatamente, funciona o sistema?

Vamos supor que você pegue uma bicicleta no ponto A para ir ao ponto C. Você passa pelo ponto B, pára, mas mantém a bicicleta, pois ainda seguirá até C. Precisa deixá-la sozinha por um tempo? Ela vem com um cabo de aço para prender em algum lugar. Ao prender o cabo, você leva consigo a chave. Mais tarde, finalmente no ponto C, você quer devolver a bicicleta. Não vê nenhuma estação? Pode procurar. Haverá alguma por perto. Pesquise, pergunte a alguém, especialmente a outro ciclista.

As estações possuem uma torre como a da foto a seguir. Usa-se um cartão de controle pessoal. É possível cadastrar-se ali mesmo, mas o processo é meio confuso. Na pequena tela, procure opção em inglês ou espanhol, caso você não entenda francês.

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Durante o cadastro, o usuário insere um cartão de crédito na torre. Além de ser usado para a cobrança pelo uso das bicicletas, ele é uma garantia para o caso de a pessoa não devolver alguma (paga-se multa de 150 euros).

Como o processo de novo cadastro em uma torre é meio complicado, recomendo que você o faça pela internet, em sua casa ou no hotel. A página web oficial é velib.paris.fr. Não entende francês? No alto da página há bandeiras para opções em espanhol e inglês.

Essa página web, aliás, mostra um mapa com todas as estações de bicicleta em Paris. Acesse goo.gl/zM5TVV para ver o mapa. Imprima-o e leve-o consigo.

O cadastro é meio complexo, mas você não precisa se assustar com o processo de retirar e devolver bicicletas. O cartão de controle possui um código exclusivo do usuário. A pessoa informa o código ao sistema, usando a torre. Escolhe uma das bicicletas disponíveis (são numeradas) e ela é liberada do ímã que a prende.

A devolução é prática: basta inserir a bicicleta em uma vaga. Ela volta a ficar presa por um ímã. Não é necessário usar a torre da estação, mas a pessoa pode, por garantia, imprimir um recibo de entrega.

E quanto a preços? Vale a pena?

Sem dúvida.

Imagine: uma subscrição por um ano custa entre 29 e 39 euros. Há duas opções para adesão de curta duração, ideais para turistas. A escolha de 24 horas, para usar as bicicletas à vontade, custa apenas 1,70 euro. A opção de 7 dias custa 8 euros. (Lembre-se: preços podem ser alterados a qualquer momento.)

Se você preferir a de 7 dias e comprar o ticket on-line (antes da viagem, talvez), poderá escolher o dia inicial da contagem do prazo. Para mim, foi útil a opção de 7 dias. Como eu pedalei em Paris!

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Localização

Se eu tanto pedalei, como fiz para não me perder naquele imenso e agitado território?

Quais as melhores opções para localização na cidade?

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Smartphone

Há ferramentas extremamente úteis para serem usadas em seu smartphone, se ele for um iPhone ou se tiver o sistema Android. No entanto, o uso de smartphone traz duas dores de cabeça:

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Bateria

O primeiro problema é o consumo de carga da bateria. A carga é “sugada” sem piedade quando usamos qualquer ferramenta de localização por um período maior. Isso só não é um problema para quem possui smartphone com bateria removível. A pessoa pode ter consigo pelo menos uma bateria extra, totalmente carregada. Nenhum iPhone suporta isso; alguns modelos com Android, sim.

Pense em levar consigo o carregador do smartphone. É possível usar tomadas de energia em vários bares, restaurantes, aeroportos, etc. É uma cortesia do estabelecimento. Se não houver esse “mimo” (ninguém é obrigado a “servir energia” aos clientes), ofereça uma moeda de 1 ou 2€ em troca do favor de usar a tomada. Seja oportunista!

Ultimamente, tenho usado muito um carregador portátil. Salva-me em diversas viagens. Eu encho a carga do carregador portátil durante a madrugada, em casa ou no hotel, e mantenho o carregador comigo durante todo o dia. Sempre que preciso, posso transferir a carga dele para a bateria do meu smartphone (que agora é um Nexus 6, caso você queira saber). Há centenas de modelos de carregadores portáteis no mercado. No momento, o que uso é o RAVPower 16.000mAh Deluxe External Battery Pack. Comprei pela Amazon.

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Pacote de dados

O segundo problema é o consumo do pacote de dados (internet) do plano de seu telefone móvel. Em roaming no exterior, brasileiros pagam MUITO caro. Eu não tive essa preocupação porque moro em Portugal; roaming na União Europeia tem privilégios.

Antes de viajar, pergunte a sua operadora se há um plano especial (eu duvido) para roaming de dados na França. Sem um plano desses, pense dez vezes antes de usar o seu pacote de dados. Quando digo que o uso em roaming é “caro”, refiro-me a uma conta que pode chegar a milhares de reais. Acredite: já vi uma conta de 15 mil reais!

Uma saída para isso, caso seu smartphone não seja bloqueado pela operadora, é adquirir na França um chip pré-pago descartável. É barato e você usa a internet mais à vontade.

Seu aparelho é bloqueado pela operadora ou você deseja manter o número de telefone do Brasil? Calma. Há um caminho a seguir: usar um aplicativo com acesso off-line a mapas.

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Vejamos algumas opções para seu smartphone:

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Google Mapas

O Google Mapas foi a minha fiel ferramenta de localização em Paris. Mas lembre-se, eu não tive preocupação com gastos em roaming, por ter uma linha telefônica pertencente à União Européia.

Esta é, sem dúvida, a melhor escolha, mas, para você que vem do Brasil, será conveniente apenas se: seu smartphone for desbloqueado e você puder usar um chip local da França; ou se você tiver um saldo bancário igual ao de Bill Gates e não se importar com gastos de pacote de dados em roaming.

O Google Mapas pode ser usado em smartphones Android e em iPhone. É um serviço muito confiável (e grátis) da Google. Não houve nenhum erro durante meu intenso uso em Paris. Baseado nos recursos de GPS, o aplicativo localiza o usuário no mapa, traça o caminho até o destino e acompanha o deslocamento da pessoa, ponto a ponto.

Talvez você tenha ouvido comentários sobre a possibilidade de salvar regiões de mapas no Google Mapas para posterior uso off-line (sem conexão). Sim, é possível, mas com limites que inviabilizam o aplicativo para seus objetivos em Paris. Não é possível visualizar todos os nomes de vias, nem fazer pesquisas, nem obter navegação ponto a ponto. O aplicativo ainda é muito dependente de internet para funcionar bem. (Atualização — a Google anunciou uma futura versão do Google Mapas com suporte total a mapas off-line. Esperemos com ansiedade!)

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TomTom

Há muitos aplicativos de GPS para smartphones. Alguns são ótimos, mas nem sempre gratuitos como o Google Mapas.

O que chama a atenção de imediato é o TomTom. Em quase toda a Europa (França incluída), a navegação mostra-se confiável. O TomTom sempre é a minha segunda opção.

O serviço não é grátis, mas traz uma vantagem fenomenal: mapas ficam armazenados na memória do smartphone. Portanto, faz-se navegação off-line (mas com recurso GPS ligado), sem usar o plano de dados da operadora.

Outra grande, enorme vantagem, é o aplicativo ser realmente encerrado quando o usuário o desliga. Com isso, ele não trabalha em segundo plano na memória do smartphone. Não rouba à toa desempenho do sistema nem carga de bateria. (Vale ressaltar: quando o aplicativo não estiver em uso, feche-o por completo, para poupar a carga da bateria.)

Preste atenção a um detalhe: o aplicativo precisa ter o mapa do país-destino. No caso da França, é o pacote com Europa Ocidental.

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Here

O Here é a famosa ferramenta de localização da gigante Nokia. É muito bom e, melhor ainda, gratuito. Os mapas também são salvos para uso off-line. De modo geral, funciona como o TomTom (prefiro o TomTom).

Mas um problema incomoda-me muito. Depois do uso, noto que ele permanece ativo na memória do smartphone, em segundo plano, roubando um pouco do desempenho do sistema e consumindo bateria. (Ai, ai, ai, Srª Nokia!)

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Outros aplicativos

Descobri — mas não testei — alguns outros aplicativos de mapa ligados a Paris e que prometem acesso confiável offline (prometer é fácil…). Por segurança, recomendo que você adote algo de mais nome e credibilidade, como um dos citados acima. Caso queira explorar essas outras hipóteses, aqui está a pequena lista:

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GPS

Você pode escapar do uso de smartphone para localização e rotas em Paris. Basta escolher um aparelho GPS — como os usados comumente em carros. Ele deve, é claro, ter o mapa da França, além de oferecer a opção de traçar rotas a pé.

Não há consumo de dados de internet, mas uma desvantagem permanece: cargas de bateria nesses aparelhos duram pouco. Sempre que chegar a um destino, desligue o aparelho.

Também aqui, recomendo o TomTom. Visite o web site deles para informar-se. A versão em língua portuguesa é www.tomtom.com/pt_br/.

Não gosto da idéia de usar aparelho GPS. Eles tendem a desaparecer, substituídos pelas versões para smartphones, que são mais modernas e recebem mais atualizações de mapas.

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Mapa impresso

Deseja uma solução “menos século 21”? Prefere o método tradicional de consulta de mapa em papel? Não se preocupe.

Em cidades turísticas, há mapas impressos em todos os cantos. Em Paris, mapas da cidade estão à venda em padarias, cafés, bancas de rua, lojas, aeroportos, etc. Há inúmeros modelos e todos são baratos.

Há quem ache isso mais confortável e mais confiável. Não questiono. No entanto, nada chega perto da rapidez e da praticidade de localizar pontos em um smartphone ou em um aparelho GPS. Além da rapidez, esses dispositivos indicam os trajetos ponto a ponto, em tempo real.

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Segurança!

Com smartphone, aparelho GPS ou mapa impresso, lembre-se de tomar extremos cuidados com o modo de visualizar informações enquanto você se desloca pela cidade. Uma simples desatenção pode levar a acidente grave.

Há mais perigo quando se usa smartphone ou GPS. Tendemos a olhar para a tela o tempo todo, acompanhando o deslocamento em tempo real.

Vai andar de bicicleta? Será que você consegue segurar o aparelho ao mesmo tempo em que controla o guidão? Eu fiz isso (que coisa feia!), mas precisei de atenção redobrada. Deixá-lo no bolso não é prático, porque obriga o usuário a parar toda hora para conferir a tela. A melhor solução é comprar um suporte especial para prender o aparelho no braço ou na bicicleta. (Usa um smartwatch? Ele pode exibir as informações do aplicativo de mapas que corre no momento em seu smartphone. Lembre-se disso.)

E aqui vai um alerta extra. Não ouça música enquanto se desloca por bicicleta (isso, pelo menos, eu não fiz!). Com o ouvido tampado e a música a dominar nossa mente, ficamos um tanto alheios ao que acontece no trânsito. Lembre-se: você está em desvantagem por representar uma bicicleta entre inúmeros carros.

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TODOS OS PONTOS
INDICADOS NO GUIA

Gostaria de ter uma boa noção dos pontos a serem visitados com orientações deste guia? Observemos um mapa com todos eles.

Cada balão é um ponto relacionado com Rivail/Kardec. Para que você possa situar-se melhor, indico a Torre Eiffel (seta 1), o Jardim das Tulherias (seta 2), o Museu do Louvre (seta 3) e o Cemitério do Père-Lachaise (seta 4). Note como o cemitério é o ponto mais distante, afastado dos locais turísticos mais populares.

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Veja esse mapa on-line, ampliado, em detalhes. Para facilitar sua vida, eu o criei pelo Google Mapas e agora o mantenho em acesso público. Acesse este endereço: goo.gl/J62mzp.

Preparado para “seguir Rivail/Kardec” em Paris? Vamos em frente!

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LEMBRETE

Não deixe de ler as

observações importantes

apontadas no início deste guia!

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♦ Continue a leitura
Próximo item: Cemitério do Père-Lachaise »

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