Categories
Destaques Turismo

Conheça a emocionante Casa Anne Frank, em Amsterdã

Anne Frank

O que passou, já não podemos mudar. A única coisa que podemos fazer é aprender com o passado e compreender o que significam a discriminação e a perseguição de gente inocente. A minha opinião é que todos temos a obrigação de combater os preconceitos.

~ Otto Frank, 1970

Intensa. Emocionante. Profunda. Chocante. Perturbadora. A visita à Casa Anne Frank (também chamada de Museu Anne Frank), em Amsterdã, mexe com todos nós. Marca a nossa mente. Fere nossos sentimentos. Provoca reflexões que nos incomodam por vários dias.

Algumas visitas causam mesmo todos esses efeitos. É o caso de Pompéia, na Itália, devastada pelo vulcão Vesúvio no ano 79. Também posso citar Auschwitz, na Polônia, e a Capela dos Ossos, em Portugal. São lugares marcados por sofrimentos, mas que desejamos conhecer por interesse histórico (estive duas vezes na Casa Anne Frank!). Antes, no entanto, precisamos de certo preparo psicológico.

Para construir um futuro, tem de conhecer o passado.
~ Otto Frank, 1967

A Casa Anne Frank faz parte dessa mórbida galeria porque quase todo o planeta conhece a triste história da garota que lá morou secretamente com a família e mais algumas pessoas, para fugir dos nazistas, e escreveu um diário. É o drama de uma garota que, na escuridão demoníaca de uma guerra, ousou sonhar. E todos sabemos o fim trágico disso. Ficamos profundamente comovidos porque ali, exatamente ali, os fatos aconteceram. E… nós podemos entrar para conferir tudo.

Neste artigo, falo um pouco sobre a história, mostro algumas partes do prédio, descrevo a sensação de entrar ali e dou dicas para uma visita mais fácil e produtiva (evitar as looongas filas). No final, apresento três vídeos muito especiais.

Há de chegar o dia em que esta guerra medonha acabará. Há de chegar o dia em que também nós voltaremos a ser gente como os outros, e não apenas judeus!
~ Anne Frank, 1944

 

Casa Anne Frank

Um pouco da história

Anne Frank foi um dos milhões de vítimas da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Ela nasceu em 1929, na Alemanha.

nazi-simboloEm 1933, Adolf Hitler ascendeu ao poder na Alemanha e instalou um regime antijudaico. A família Frank, de origem judaica, achou melhor mudar-se para os Países Baixos. Lá, fixou-se em Amsterdã, onde o pai, Otto, estabeleceu uma empresa.

Em 1940, o exército alemão invadiu os Países Baixos e apertou ainda mais o cerco contra os judeus. Em 1942, Otto e a esposa, Edith, e as filhas, Margot e Anne, resolveram desaparecer.

Museu Anne Frank - Otto Frank
Otto Frank na época.

A família escondeu-se na Prinsengracht 263, prédio onde Otto Frank tinha a empresa. Mais tarde, juntaram-se a eles mais quatro pessoas.

O prédio da empresa de Otto tinha duas partes: a casa da frente e a casa das traseiras, ou o Anexo Secreto. No andar superior do anexo viviam as oito pessoas escondidas.

Em seu 13° aniversário, Anne havia ganhado um diário dos pais. Quando a família Frank decidiu refugiar-se no Anexo Secreto, Anne levou o diário para lá. O resto você já sabe: o diário tornou-se um grande companheiro da garota. Ali ela registrava todos os seus sonhos, receios, angústias.

Quando escrevo, sinto um alívio, a minha dor desaparece, a coragem volta.
~ Anne Frank, 1944

A história acabou com uma traição. Em 1944, após denúncia anônima, a polícia invadiu o esconderijo e prendeu os oito clandestinos e dois dos colaboradores. Foram enviados ao pior destino da época: o campo de concentração Auschwitz-Birkenau. Até hoje, ninguém sabe quem os traiu.

Dos oito clandestinos, apenas Otto sobreviveu (morreu em 1980). Anos depois, ele decidiu publicar o diário de Anne – e o mundo agradece por isso. Em 1960, o Anexo Secreto, onde viveram escondidos, tornou-se um museu.

Só Otto sobreviveu?! Oh! Glauco, quando Anne morreu, e por quê?

Prisioneiros com melhores condições físicas iam para os trabalhos forçados no campo de concentração. Os outros eram imediatamente assassinados nas câmaras de gás. Anne, com a força da juventude aos 15 anos, escapou do gás. Transferida mais tarde para Bergen-Belsen, sucumbiu às epidemias de doenças que assolavam os campos – por exemplo, tifo e febre tifóide. Não se sabe ao certo qual doença matou Anne. Mas faltavam poucas semanas para o fim da guerra. Se tivesse suportado mais um pouco, ela teria saído dali.

A emissora inglesa [rádio] fala de câmaras de gás. Sinto-me horrível.
~ Anne Frank, 1942

 

O prédio

Encontramos o museu na Prinsengracht 263, junto a um canal (localize direto no Google Mapas). Ocupa um bloco, na esquina, antes formado por dois prédios distintos (números 263 e 265). O prédio que serviu de esconderijo foi o destacado em azul na foto abaixo.

O prédio onde morou Anne Frank
Esta foto antiga (exibida no museu) destaca o prédio que abrigou o esconderijo. Observe, à direita, a igreja Westerkerk. Rembrandt foi sepultado ali. (Vale lembrar: no Rijksmuseum, em Amsterdã, você pode ver obras originais de Rembrandt.)
Museu Anne Frank - Fachada antiga do prédio
A fachada antiga. Aqui, o prédio estava abandonado — após a tragédia com os clandestinos. Sinistro!

Hoje, vemos isto:

Casa Anne Frank, em Amsterdã: o prédio
Prédio na esquina. Faz parte do museu, mas não foi nele que os clandestinos moraram.
Casa Anne Frank, em Amsterdã: vista frontal do prédio
A moradia secreta foi neste marrom (esquerda).

Casa Anne Frank, em Amsterdã: vista lateral do prédio

Casa Anne Frank, em Amsterdã: fila para entrar

Casa Anne Frank, em Amsterdã: calçada

Emocionante, ahn?

Muito, Glauco! Já me dá vontade de chorar.

Pois imagine ver pessoalmente! E entrar ali!

Mas o seu choro hoje poderia ter um motivo extra. Por muito pouco, essas construções escaparam de ser demolidas. Décadas atrás, um grupo organizou-se para salvar os prédios e abrigar um museu em memória aos que ali moraram secretamente.

 

Bilhetes… e dicas para evitar fiiilas

Agora volte a observar as fotos do prédio na atualidade. O que você nota?

Glauco… eu acho que você vai falar sobre a longa fila de turistas para entrar.

Quase isso. Longa fila? Não. Vou falar sobre a fila muito longa.

Você pensa que, em Amsterdã, simplesmente vai dirigir-se até o museu e entrar? Esqueça. É um dos pontos turísticos mais populares da cidade. Está sempre lotado.

A única maneira de garantir sua entrada é comprar bilhetes on-line, antes da viagem. Atenção: antes da viagem. Até dois meses antes. Vejo pessoas buscarem bilhetes para daqui a 7 dias, 15, 30, e não conseguirem nada. Depende da época do ano (fica pior no verão e na primavera).

Os bilhetes on-line são vendidos com hora marcada para a visita. As pessoas escolhem entre 9h e 15h30. Só depois desse horário é que você pode arriscar em aparecer ali para comprar um bilhete no balcão. Muitos dos que ficam na fila após as 15h30 não conseguem entrar. E a espera é muito longa, porque eles limitam a quantidade de pessoas no interior (a estrutura é pequena). Os turistas ficam na fila e rezam para entrar. (Devem até fazer promessa na igreja bem ao lado…)

Portanto, seja esperto e dirija-se depois a esta página para fazer a sua reserva on-line.

Está difícil, Glauco. Visitei essa página e não consegui vaga para o dia que eu quero.

Ainda assim, há uma esperança. Eu estou aqui pra facilitar tua vida.

Casa Anne Frank, em Amsterdã: entrada

Há um bilhete especial que inclui uma breve aula (em inglês) sobre a história da família Frank e a história do prédio. Em seguida, somos levados ao Anexo Secreto.

Costuma haver folga para as vendas desse tipo de bilhete. Paga-se só um pouco mais caro, mas facilita MUITO o acesso.

Há poucas semanas, quando lá estive pela segunda vez, eu fui com esse bilhete especial. Também é com hora marcada. Antes de entrar no Anexo Secreto, passei por uma aula de uns 30 minutos. Foi muito interessante. Além de saber mais da história, vi itens reais ligados à época.

Meu bilhete estava marcado para as 20h. Lembre-se: bilhetes on-line valem para entrada até as 15h30. Mas esse bilhete especial dá direito a horários extras, por isso há mais ofertas de vagas. Cheguei ali e simplesmente entrei, deixando para trás uma fila quilométrica.

Glauco… a tal aula é em inglês. Eu não entendo nada em inglês!

Sejamos práticos. Talvez você não esteja interessado na aula, ou não possa compreender a exposição em inglês. Mas só encontra disponível esse bilhete especial para o dia da sua visita. Sabe o que você faz? Compra mesmo assim. Pelo menos garante a entrada! Aí você fica na aula, faz cara de quem entende tudo… e depois segue para o Anexo Secreto! Pronto! 😉

O bilhete normal custa 9€. Visitantes de 10 a 17 anos pagam 4,50€. Até 9 anos, a entrada é gratuita. Para aquele meu bilhete especial, paguei 14€, em vez de 9€. Uma pequena diferença para tantas vantagens que ele oferece!

 

A visita

A visita ao verdadeiro cenário da história, preservado, nos faz reviver o drama daquelas pessoas. Percorremos todos os ambientes (exceto um, que citarei daqui a pouco), sentindo as energias impregnadas ali.

No caminho, subimos escadas apertadas e com degraus altos. Por isso, aqui fica um alerta: infelizmente, a visita não é apropriada para pessoas com dificuldades de locomoção.

 

O Anexo Secreto

Nossos batimentos cardíacos aceleram quando chegamos à passagem para o Anexo Secreto. A porta de acesso era oculta por uma estante – a mesma estante que vemos ali. Um passo dentro… e pronto, conhecemos a dura realidade da vida naquele esconderijo.

Anexo Secreto - Passagem - Museu Anne Frank

O nosso esconderijo é agora perfeito. O Sr. Kugler teve a boa idéia de tapar a porta de entrada do anexo.
~ Anne Frank, 1942

Os cômodos estão vazios. Muitos visitantes estranham isso. E os móveis?

Depois da prisão dos clandestinos, o Anexo Secreto foi esvaziado pelos nazistas. Em 1960, quando o lugar transformou-se em museu, os cômodos permaneceram vazios a pedido de Otto Frank. O esconderijo vazio simboliza o vazio de milhões de pessoas que foram levadas e nunca mais voltaram. E esse vazio agora preenche nossa alma de tristeza.

Você pode decepcionar-se com a falta da mobília, mas saiba que tudo ali é original: paredes, pisos, tetos, portas, escadas. Até a pia na cozinha e o vaso sanitário em um pequeno banheiro. Podemos tocar em tudo, sem restrições. Só não pense em tirar fotos. É proibido, e eles monitoram todos os ambientes com câmeras.

As fotos interiores, mostradas a seguir, aparecem com móveis porque o museu recriou os ambientes com mobília. Agora, eles publicam as fotos para que tenhamos melhor noção de como era o esconderijo.

 

Sssssh!

Há um detalhe que nos ajuda a entrar naquele clima mórbido. Nenhuma luz exterior chega ali. As janelas estão cobertas com panos pretos, exatamente como eles faziam na época, para permanecerem ocultos. É claustrofóbico. Chega um momento em que nos sentimos ameaçados, como se as paredes fossem nos espremer. Estamos isolados do mundo cruel lá fora, mas ao mesmo tempo a realidade no interior parece ser ainda mais cruel.

Durante o dia, as nossas cortinas não se podem abrir nem um centímetro.
~ Anne Frank, 1942

Nesse horror, os habitantes tinham de viver em absoluto silêncio. Tomavam cuidado com os passos. Não falavam alto, não espirravam, não tossiam. Não usavam a pia e o vaso sanitário em alguns horários, porque a canalização passava pelo armazém na parte da frente do prédio, e os empregados não sabiam da presença dos clandestinos. O rádio, para ouvir notícias sobre a guerra propagadas pela BBC, era sintonizado em volume mínimo. Para piorar, eles passavam fome.

Museu Anne Frank - Banheiro

Museu Anne Frank - Cozinha

Incrivelmente, os visitantes ficam em silêncio durante a visita. Sem os passos das várias pessoas lá dentro ao mesmo tempo, poderíamos experimentar também a gélida sensação do silêncio imposto aos clandestinos.

“Pssst! Pai, quieto. Otto, pssst! Anda cá, já não podes deixar a água correr. Anda devagar!” Estes foram os vários avisos para o pai na casa de banho. Às nove horas em ponto ele tem de estar na sala. Nem uma gota de água pode correr, já não se pode ir à casa de banho, não se pode andar. Tudo quieto.
~ Anne Frank, 1943

 

O quarto de Anne Frank

Sem dúvida, um dos momentos mais intensos acontece no quarto de Anne Frank. Quantos sonhos ela teve ali? Quantas vezes parou para pensar na próxima entrada a escrever no diário?

Museu Anne Frank - Quarto de Anne

As paredes do quarto estão cheias de recortes de revistas que ela mesma colou. As revistas eram o único contato dela com o exterior, além do rádio. Nas fotos de pessoas felizes, Anne enxergava a vida que ansiava ter.

O pai trouxe toda a minha coleção de postais de estrelas de cinema e de revistas, e eu transformei-os, com cola e pincel, em lindos quadros para as paredes. Agora o quarto tem um aspecto alegre.
~ Anne Frank, 1942

De repente, para esmagar ainda mais nosso coração, vemos uns riscos e números em uma parede. São registros das vezes em que Otto mediu o crescimento das filhas, desde o início da vida em clandestinidade. Por isso, podemos dizer que, ali dentro, Anne cresceu mais de 13 centímetros.

 

O sótão

O jovem Peter van Pels, um dos clandestinos, era o único que tinha um “quarto” próprio. A escada no quarto conduzia ao sótão, onde eles guardavam alimentos.

Anne e Peter passavam muito tempo no sótão. Era o único lugar onde eles podiam olhar para a rua e estar sozinhos. Dali, contemplavam o famoso castanheiro citado por ela. Gostavam de observar também o céu azul e os vôos das gaivotas.

Os dois conseguiram viver momentos de paz e de certa leveza no sótão. Para eles, era um mundo à parte, onde permitiam-se sonhar mais. Anne apaixonou-se por Peter e, ali, recebeu dele o primeiro beijo. Depois de algum tempo, essa paixão terminou, e Anne afastou-se um pouco do jovem.

Museu Anne Frank - Peter
Peter.

Incrível, Glauco! Então eu posso subir ao sótão?

Não.

Há pouco, eu disse que percorremos todos os ambientes, exceto um. Aí está.

Por segurança, o acesso ao sótão é bloqueado. Mas os administradores do museu, atenciosos, trazem uma solução prática. Encontre a escada no quarto, posicione-se embaixo dela e olhe para cima. Um espelho, posicionado no sótão, reflete a janela que dá a vista para o castanheiro. Emocionante!

Atenção: muitos visitantes saem dali sem perceber o espelho! Mas eu estou aqui pra contar tudo, por isso você não vai perder a oportunidade.

Museu Anne Frank - Quarto de Peter
Fique de olho nessa escada.
Museu Anne Frank - Sótão
Sótão.

 

O diário de Anne Frank

Quase no final do percurso ali dentro, chegamos ao clímax da visita: o diário de Anne Frank.

O diário, Glauco? O original???

Sim, o diário de Anne Frank. Bem ali, à nossa frente. Além de cadernos e de folhas soltas escritas por ela — porque um dia o diário ficou cheio. Evidentemente, todo esse material está protegido por vidros.

Enquanto preenchia tantas folhas, a menina alimentava o sonho de ser escritora. A crueldade da guerra abortou a carreira promissora, mas não o nascimento de um dos maiores best-sellers de todos os tempos. Imagine se pudéssemos voltar no tempo, só por um minuto, para dizer a Anne: “Você será mundialmente famosa. Seu livro ganhará até adaptações no teatro e no cinema”. Se bem que, se eu pudesse voltar no tempo, não seria para simplesmente dar esse recado. Seria para salvar aquelas oito pessoas antes da maldosa delação do esconderijo.

 

A guardiã dos escritos de Anne

Agora é o momento em que você pergunta: “Glauco, os nazistas descobriram o esconderijo, prenderam as pessoas…

…e esvaziaram o Anexo Secreto. Então como localizaram o diário depois, e como ele chegou às mãos do pai, Otto Frank?

Viu como eu li seu pensamento?

Miep GiesNo início do artigo, eu disse que, após a traição, foram presos os oito clandestinos e dois dos colaboradores. Outros dois colaboradores escaparam da prisão: Miep Gies (foto, em 1987) e Bep Voskuijl.

Após a detenção dos clandestinos, esses dois colaboradores encontraram, no Anexo Secreto, os diários, os cadernos e as folhas soltas escritas por Anne. Miep escondeu tudo antes que os nazistas vissem.

Depois da guerra, em junho de 1945, Otto Frank voltou a Amsterdã. Sabia que a esposa havia morrido, mas cultivava a esperança de encontrar as filhas. Depois de saber que Margot e Anne também estavam mortas, Miep entregou o material de Anne a Otto. Miep, portanto, foi guardiã do que hoje é um verdadeiro clássico. E um dos anjos que arriscaram a própria vida para salvar aqueles oito clandestinos. Ela morreu em 2010, aos 100 anos.

 

E o Oscar vai para…

Shelley Winters e o Oscar para o filme O Diário de Anne FrankVocê já viu de perto uma estatueta do Oscar? Na Casa Anne Frank, poderá realizar esse sonho.

Em 1960, a atriz Shelley Winters ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela atuação no filme O Diário de Anne Frank. (Otto esteve algumas vezes no estúdio, durante a gravação do filme.) Dezesseis anos depois, ela doou o Oscar ao museu. E lá está ele, brilhando diante de nossos olhos.

oscar-shelley-winters-diario-anne-frank

 

No final da visita

Enfim, ao sair do Anexo Secreto, descanse na cafetaria e visite a loja oficial da casa. Há muitas lembranças para você levar pra casa — inclusive reproduções daquele Oscar.

Depois, para aliviar a mente, dê um passeio nos arredores do prédio. É uma área linda, junto ao canal. Há muitos bares e restaurantes. Aliás, há um restaurante muito bom: o Black and Blue (mas eu prefiro o Adam Restaurant). E, a poucos passos dali, você encontra o popular Museu da Tulipa.

Se visitar o Museu Madame Tussauds (e deve, porque é muito divertido), você terá uma surpresa: o boneco de Anne, escrevendo no diário.

Bons passeios!

 

Vídeos especiais

único vídeo em que Anne Frank aparece. Ela está à janela.


Otto Frank fala sobre o diário de Anne.


Miep Gies fala sobre quando deu o diário de Anne Frank a Otto.

(Há opção de legenda em inglês. Use o ícone “CC”.)

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

15 comentários a “Conheça a emocionante Casa Anne Frank, em Amsterdã”

Poxa, que relato maravilhoso! Que homenagem bonita aos que sofreram tanto com essa barbárie.
Sonho em um dia visitar, e com essas dicas tudo ficará muito mais fácil.
Parabéns!!!

Que lindo Glauco!
Vontade imensa de conhecer este lugar, com seu relato, me senti lá, com seu texto tão bem contado. Parabéns pela sensibilidade! Ah, vou reparar o espelho, obrigada pela informação! Fiquei emocionada com o relato.

Oi, Marina!
Muito obrigado pelo comentário tão gentil e carinhoso. Isso mostra a SUA sensibilidade.

Que postagem maravilhosa Glauco.
Só por causa desse lugar eu incluí Amsterdam na minha viagem em dezembro. A sua postagem até me fez chorar. Agora eu acho que estou mais preparada para visitar lá.

Que texto maravilhoso. Eu vou visitar Amsterdam em 2017. Agora eu quero mais ainda ir nesse lugar. Parabéns pelo jeito que você apresentou esse lugar.

Que texto maravilhoso. Parabéns! Sou fã da Anne e de sua história. Estive no Museu em 2014 e lembrei dos detalhes da minha visita lendo seu texto. Realmente é algo que nos marca pra sempre! No Próximo ano voltarei lá e já estou ansiosa por isso! Parabéns de novo e obrigada pela sensibilidade da escrita! Vou reparar no espelho da escada que não o vi da outra vez. 🙂

Quanta gentileza e simpatia, Thaís! Obrigado!

Realmente, a visita marca profundamente nossos sentimentos.

Ao voltar, não se esqueça do espelho no sótão!

Um abraço.

Maravilhosa escrita! Você escreve e parece que ouço tua voz. Muito emocionante. Revivi minha visita.
Parabenizo-o por tua veemência em nos proporcionar essas informações. Escrita com ardor! Magnífico! Obrigada.

Deixe um comentário