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Companhias aéreas: o medo de viajar com animais

Animais desaparecidos em vôosNão são incomuns os problemas relacionados com animais em vôos. Os piores envolvem o desaparecimento ou até a morte de um animal.

O caso mais recente de intensa repercussão nas redes sociais foi o de uma cadela que desapareceu durante um vôo da brasileira TAM entre São Paulo e Salvador. Eu soube primeiro do caso por uma notícia no UOL, publicada aqui, mas ela curiosamente saiu do ar.

O que mais gerou comoção pública nesse caso foi que, segundo a imprensa, a TAM, após dias de busca infrutífera pela cadela, entrou em contato com a proprietária e ofereceu-lhe outro cão. A mulher disse estar revoltada. Eu estaria furioso.

Quem ama seus animais trata-os como membros da família. Minha gata e meus dois cães são como filhos para mim. Se eu perdesse um filho (humano), a companhia aérea não ia atrever-se a oferecer outra criança. Como pode alguém oferecer um outro cão?

Casos assim são um enorme alerta sobre o transporte de animais em vôos. Nós temos o direito de observar, de questionar, de supervisionar durante quase todo o processo junto à companhia aérea. Se um funcionário da companhia achar ruim, se achar que você é “chato” e “insistente”, problema dele. Seu animal é um ser puro e indefeso. Você, como “dono”, ou melhor, como amigo, deve manter a guarda.

Minhas regras, em relação a animais, são: NUNCA CONFIAR CEGAMENTE (não importa a companhia aérea); não ser tímido diante de um problema.

Isso faz-me lembrar de um problema menos grave que eu enfrentei em 2010. Durante um vôo da portuguesa TAP no qual levei a minha gata, discuti com uma comissária de bordo. A gata estava em uma casinha de transporte e podia ser levada comigo. Aquela comissária entendeu que não. Queria mover a gata para o bagageiro. Uma gata que é minha filha, minha amiga, minha vida, minha alma. Eu não fui nada tímido. Argumentei. A mulher tomou a casinha da minha mão para conferir o tamanho, e moveu a mão sem cuidado, fazendo a gata balançar lá dentro. Eu estufei o peito e exigi respeito com o animal. Enfim, a gata viajou bem ao lado de meu pé.

Se acontecer algo com você, enfrente a situação. Educadamente, é claro, mas, se necessário, seja mais firme, SIM. Se a situação tornar-se grave, faça todo o barulho possível, principalmente nas redes sociais. É isso que as empresas mais temem. Temem mais que ações na Justiça, aliás. A Justiça é morosa e costuma ser decepcionante. As redes sociais provocam um impacto violento e imediato.

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

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