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Falta de desfibrilador em aviões coloca passageiros em risco de morte

Falta de desfibrilador em aviões coloca passageiros em risco de morte

Há um sério perigo no ar, mas a maioria dos passageiros não tem noção disso. A falta de um desfibrilador em aviões dificulta o socorro médico durante vôos. Por incrível que pareça, até hoje as companhias aéreas não levam o assunto a sério.

Desfibrilador é um gerador de energia elétrica de tensão regulável. Consegue estimular o coração em alguns casos de arritmia ou parada cardíaca para restabelecer os batimentos normais.

Imagine-se preso em um vôo de longas horas. O avião ainda sobre o oceano. E… PAM!, surge uma emergência cardíaca. Que milagre as pessoas esperam para esse socorro? A falta do desfibrilador pode significar a morte do passageiro.

Em meu último vôo à Holanda, quando ainda estávamos sobre o oceano, a umas 5 horas do destino, ocorreu um caso desses. Eu não durmo em vôos, por isso estava assistindo a um filme. De repente, o filme foi interrompido por uma transmissão do comandante. Ele comunicava o grave mal-estar de um passageiro e perguntava se havia algum médico por ali. Minha irmã, dormindo a meu lado, é cardiologista. Eu a acordei e ela foi às pressas até o passageiro, que estava deitado no chão. Por sorte, deu tudo certo.

Mas nem sempre o final é feliz. Semana passada, o mundo assustou-se com a notícia de uma britânica que morreu em um vôo da RyanAir com destino a Lanzarote (Espanha). Também havia um médico a bordo. Ele fez o possível. Especula-se que um desfibrilador poderia ter poupado a vida da passageira. Por isso, um médico legista implorou, na mídia, que as companhias aéreas passem a ter consciência desse problema.

Será?

Esperemos.

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

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