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Não ajude a explorar os animais no Egito e em Marrocos

Não ajude a explorar os animais no Egito e em Marrocos
Gizé – Egito

Eu sempre digo que o Egito foi a viagem da minha vida. Emocionante, inesquecível. Mas uma coisa lá deixou-me incomodado: os tratos aos animais. Os queridos egípcios que me desculpem, mas as cenas que eu vi foram de doer em minha alma. Animais explorados, cansados, sujos, com centenas de moscas pelo corpo (e famintos?).

Sou mesmo exagerado com animais. Na viagem ao Egito, a caminho de um povoado núbio, forçaram-me a seguir de camelo. Disseram que tinha de ser assim. Subi no animal e fui adiante. Até hoje não esqueço que fiz isso. Depois, no momento da foto acima, na área das Grandes Pirâmides, em vez de montar no camelo (como se faz, geralmente) para uma foto, eu apenas fiquei ao lado. Notava-se como ele estava cansado, como ele era um animal triste. Eu, subir nele? Nunca.

Portanto, ao viver momentos assim durante uma viagem, considere a idéia de não ajudar a explorar o animal. Tem curiosidade? Apenas chegue perto, passe a mão, observe. Procure não fazer nada que deixe o animal ainda mais cansado. Dependendo da situação, pense em observar apenas de longe, porque você terá de dar dinheiro ao dono do animal se chegar mais perto.

Cenas assim eu vi aos montes — muito mais — também em Marrocos. No famoso mercado Jemaa el-Fnaa, em Marrakech, encontramos inúmeros “encantadores” de serpentes e exploradores de macacos. Eu sequer me aproximei. Recusei a dar dinheiro àquelas pessoas.

(Artigo continua após este recado.)
Turismo no Egito? Conheça o Meu Egito. Eu mesmo, G. DAMAS, lá recomendo os melhores guias de turismo egípcios — aqueles em quem eu mais confio. Em um destino exótico e complexo como esse, a sua viagem está nas mãos dos guias. Por isso, tenha preocupação com qualidade. Para saber mais, siga depois AQUI.

Jemaa el-Fnaa
Jemaa el-Fnaa – Marrocos

Pessoa que explora ou maltrata um animal não merece dinheiro nenhum.

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EM TEMPO — Como eu vou muito a Sevilha, na Espanha, algumas pessoas pedem um artigo sobre a famosa Praça de Touros — a tal arena de touradas, conhecida como Plaza de Toros. Eu me recuso a entrar lá, mesmo que por mera curiosidade. Para mim, aquilo é um lugar maldito. O máximo que fiz, aqui no blog, foi mostrar a fachada, porque passo em frente a caminho de outros locais na cidade.

Aliás, em Sevilha há uma intensa exploração de cavalos. Carruagens percorrem a cidade o tempo todo. Cruzamos com elas a cada minuto. OK, a situação dos animais lá é diferente. Observo cavalos bonitos, aparentemente saudáveis e bem alimentados… mas… não, eu não aceito mesmo assim. Meu dinheiro os condutores não vêem. Aconteceu apenas uma vez, em uma situação de exceção que deixou-me cheio de remorsos, mas isso eu conto outro dia.

Por que ainda usar tantos cavalos? Estamos no século 21. Que tal o uso de pequenos veículos elétricos?

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

5 comentários a “Não ajude a explorar os animais no Egito e em Marrocos”

Olá, Glauco!

Conheci seu blog hoje, após uma pesquisa sobre cidades de Portugal, e comecei a ler seus outros posts até chegar aqui.

Gostaria de parabenizá-lo pelo seu texto e pela sua consciência e sensibilidade em relação à exploração de animais. Isso tem um valor inestimável para mim, pois não consigo entender quem se diverte às custas do sofrimento alheio, seja qual for a espécie envolvida.

Quando fui ao Castelo Neuschwanstein, em Fussen, na Alemanha, também fiquei preocupada com o tratamento dado aos cavalos que conduziam as charretes até o castelo. Eram cavalos lindos e observei que, mesmo em um trajeto que só levava 5 minutos, eles pararam para descansar. Acredito que não seja um caso de maus-tratos, mas gostaria de me informar mais a respeito.

Ainda pretendo viajar para a África para conhecer alguns safáris, mas antes vou pesquisar sobre reservas que não maltratem elefantes, por exemplo, caso inclua um passeio desses no meu roteiro. Vejo muitas pessoas andarem em elefantes que são extremamente judiados, como acontece, também, em países da Ásia, como Índia e Tailândia.

E por fim, quanto às touradas, assino embaixo o que você falou. Para mim, não se trata de uma cultura a ser respeitada, mas sim de uma crueldade que deve ser repudiada e combatida.

Fiquei muito feliz de ler seu relato, pois seu posicionamento serve como alerta aos que não estão atentos, sobre o respeito à vida dos animais.
Tenho esperança que cada vez mais, as pessoas se conscientizem e não financiem o turismo da exploração e da escravidão animal.
Obrigada

Eu também amei o Egito mas fique desconsertada quando o motorista do hotel onde estávamos nos levou a um local imundo e cheio de cavalos para podermos ir visitar as pirâmides meu marido optou por uma charrete cujo cavalo era severamente chicoteado e eu fui o caminho inteiro chorando de remorso e chegando la vai os animais extremamente mal tratados e cheio de feridas!

Eliete, fico feliz quando vejo uma pessoa tão sensível com relação aos animais. Parabéns!

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