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Roteiro básico para turismo em Silves (Algarve, Portugal)

Silves tem presença marcante neste blog e em minhas redes sociais. É uma das principais cidades do Algarve — sul de Portugal. Repleta de História em cada centímetro quadrado, encanta turistas de todas as idades. Eu mesmo, por morar no Algarve, vou até lá com frequência. Quando recebo hóspedes em minha morada, não deixo de levá-los.

Interessante, Glauco. Quais são os pontos básicos para turistas visitarem?

Você traz uma questão que recebo com frequência.

Conheça agora um roteiro para um dia em Silves. É suficiente para ver o que mais importa — e então dedicar mais de seu tempo ao resto do incrível Algarve.

Roteiro de um dia em Silves

O foco de um roteiro turístico em Silves está no Centro Histórico, a ser explorado a pé. Os pontos mais essenciais para visitantes concentram-se na área, bem perto uns dos outros. Por isso, é fácil programar uma visita para ocupar uma manhã e uma tarde, ou até um pouco menos que isso.

Geralmente, eu paro na estrada N124, que cruza a cidade, e começo a subir na altura da Rua Coronel Figueiredo. Sigo — a pé, vale lembrar — pelas ruas estreitas. São subidas acentuadas, por isso é bom você preparar seu fôlego.

Para entender a área, veja a imagem abaixo, que eu capturei pelo Google Mapas. A linha laranja que desenhei é o caminho mais comum que turistas seguem (você não deve limitar-se a isso; explore os arredores).

Mapa para roteiro no Centro Histórico de Silves
Para abrir directo no Google Mapas, siga aqui.

Ainda na N124, começamos a sentir uma viagem no tempo, com construções antigas em meio a residências e comércios. Já podemos ver, por exemplo, distantes, o Castelo e a Catedral.

Se você visitar em uma época quente e tiver sorte, poderá ver muitas cegonhas. São um espetáculo à parte. Para muitos turistas, é a primeira vez na vida que veem essas aves (e você?). Elas constroem ninhos enormes que podem ser vistos em todos os lados.

Ninho de cegonha em chaminé no Centro Histórico de Silves
Ao começar a subir naquela rua, logo encontramos esta construção. Faz muitos anos que há um enorme ninho de cegonhas nesta chaminé. As cegonhas ali são as estrelas do Centro Histórico.
Ninho de cegonha em chaminé

Uns passos depois, encontramos uma construção visivelmente histórica, bem conservada: as Portas da Cidade de Silves. Eram ligadas a muralhas que protegiam a cidade. Podemos cruzar por essa estrutura — sim, passar no meio dela — para prosseguir em nosso caminho de emoções históricas.

Torre das Portas da Cidade de Silves
Portas da Cidade de Silves. No alto, à direita, mais um ninho de cegonhas.
Lateral das Portas da Cidade de Silves

Ao cruzarmos por aqui, imediatamente vemos uma loja interessante para turistas comprarem lembranças: a Ana & Joana.

Loja a ser visitada em roteiro para Silves
Ana & Joana.

Há várias coisas a serem descobertas em um roteiro no Centro Histórico, mas eu lembro que neste artigo refiro-me ao essencial. Portanto, subo agora mais uns metros, partindo direto para a Catedral de Silves. Embora em mau estado de conservação, a Catedral vale ainda uma visita atenta.

Catedral de Silves

É por aqui que você encontra uma loja fantástica: a Al-Tannur, dedicada a cerâmicas. Teresa e Luís, proprietários, são os próprios artistas. Trabalham na nossa frente e conseguem nos encantar com tanto talento e simpatia. Tenha o privilégio de conversar com eles e aproveite para comprar algo. Há itens para todos os tipos de turistas — dos que pouco querem gastar aos que estão dispostos a mais.

Fachada da loja Al-Tannur

Seguindo ainda pelo roteiro em Silves, logo encontramos o tradicional Restaurante Café Inglês. Claro que há diversos locais para você comer e beber. Cito este por ser o que eu mais conheço por ali.

Sente-se a uma mesa na parte de baixo desse restaurante, em uma área externa, para apreciar um pouco da vista e das sombras das árvores densas. Bem ao lado vemos os fundos da Catedral. Se não estiver muito calor, considere uma mesa na parte superior, um terraço, onde a vista da cidade é mais ampla e até podemos ver uma bonita e imponente parte do Castelo de Silves.

Área externa do Restaurante Café Inglês
Aqueles degraus levam-nos ao restaurante.

Por fim, chegamos ao Castelo de Silves, uma das grandes estrelas do roteiro — ou melhor, a estrela. Impossível não visitá-lo. A entrada fica a poucos metros do restaurante citado acima.

Entrada do Castelo de Silves

Agora, um toque extra. Seu roteiro em Silves pode ficar ainda mais interessante.

Em agosto (verão), em dias a serem determinados cada ano, a cidade promove a tradicional Feira Medieval de Silves. Sorte sua se puder viver essa emoção. O Centro Histórico se transforma para uma grande festa, e você tem a sensação de estar nos estúdios de um filme medieval, participando como figurante.

Maravilha, Glauco! Já posso organizar essa parte da minha viagem ao Algarve.

Antes, tenho alguns alertas para você.

Alertas e dicas

O verão é intenso no Algarve. Termômetros facilmente atingem 40 graus Celsius. O problema é Silves ser mais quente que a média da região. Por ali, espere uns 4 ou 5 graus a mais.

Portanto, para um roteiro em Silves nessa época, recomendo protetor solar, óculos de sol e chapéu ou boné. Cuidado também com desidratação.

Placas no Centro Histórico de Silves ajudam no roteiro turístico

Em dias chuvosos, multiplique seus cuidados ao andar pelas ruas históricas. Algumas partes são escorregadias. Atenção também caso você suba nas muralhas do castelo. É fácil cair lá de cima (acidentes assim são comuns em Portugal, por culpa principalmente de desatenção durante selfies).

Visita durante o inverno não é recomendada, simplesmente porque todo o Algarve praticamente morre nessa época. Turistas são escassos e a maioria dos locais fecha. Uma depressão, para ser sincero.

Interior das Portas da Cidade de Silves
Passando pela estrutura das Portas da Cidade de Silves.

Boa sorte em sua viagem a Portugal. Que você tenha a oportunidade de conhecer Silves.


GLAUCO DAMAS
Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.
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