Categorias
Turismo

O túmulo de Camões, em Lisboa


Onde fica o túmulo de Camões? A resposta está em Belém, Lisboa. Lá, o Mosteiro dos Jerónimos é sempre uma visita muito emocionante. Melhor ainda se for depois de comer os deliciosos pastéis de Belém na tradicional casa que fica a poucos passos de distância (leia mais tarde uma sugestão de roteiro para a área).

Publicarei um artigo especial sobre o mosteiro e a igreja que faz parte dele. Haverá muitas fotos e dicas para uma visita completa. Agora, o foco é Camões.

Emocionante, Glauco! O Grande Camões! Que ansiedade!

Então pegue logo a sua cópia de Os Lusíadas e venha comigo nesta visita virtual. E que isso seja um preparo para a sua visita lá.

Na igreja do Mosteiro dos Jerónimos

A Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, ou Igreja de Santa Maria de Belém, faz parte do mosteiro, mas pode ser visitada de forma independente. É nela que se encontram os restos mortais de Camões. (Observação para leitores brasileiros: em Portugal, é mesmo “Jerónimos”, com esse acento.)

O acesso à igreja é gratuito. Portanto, você não precisa gastar nada para visitar o túmulo do Pai da Língua Portuguesa. Bom, não é?

Paga-se, sim, para entrar no mosteiro. E eu recomendo vivamente a ideia de explorar todo o interior. Perder aquela maravilha da arquitetura e da engenharia e aquela imensa riqueza religiosa e histórica seria praticamente um pecado a ser cometido durante a sua viagem. Além disso, lá dentro estão outros túmulos importantes. Destaco o túmulo de Fernando Pessoa e o túmulo de Alexandre Herculano.

O túmulo de Camões

Já estive várias vezes no mosteiro. A emoção de ver o túmulo de Camões nunca diminui — sempre parece a primeira vez.

É inexplicável a sensação dessa proximidade com personalidades que marcaram a História. Ali está o Camões. O próprio! Eu me sinto assim também quando, no enigmático Vale dos Reis, Egito, fico frente a frente com Tutancamon. O Tutancamon.

Placa de identificação ao lado do túmulo de Camões.
Placa ao lado do túmulo.

Além das emoções, a exposição do túmulo de Camões ajuda a divulgar o autor entre os não falantes da língua portuguesa. Afinal, Lisboa recebe — cada vez mais — turistas de todo o planeta. Em uma de minhas visitas, vi um grupo de turistas americanos com uma guia. Em inglês, ela disse ao grupo: “Este é o William Shakespeare da língua portuguesa”. Uma pena ela ter de explicar quem foi Camões… mas pronto, mais algumas pessoas neste planeta conhecem o autor.

Uau! Emocionante, Glauco! E que ansiedade! Mostre logo umas fotos!

Claro!

Antes, uma observação.

Em Portugal, muitos túmulos de pessoas ilustres da História têm na tampa uma escultura (deitada) do próprio morto. Com Camões não poderia ser diferente. O túmulo é alto, por isso as pessoas não veem direito a escultura, mas eu ergui a câmera para fotografar.

Entre no Mosteiro… e também na Torre de Belém. Não os veja apenas por fora

Vamos lá!

Glauco Damas diante do túmulo de Camões.
Vista mais afastada do túmulo de Camões.
Turistas observam o túmulo de Camões.
Visão frontal do túmulo.
Visão frontal do túmulo.
Visão em close do túmulo de Camões, com o túmulo de Vasco da Gama ao fundo.
Observe, entre o queixo e as mãos de Camões, um outro túmulo lá no fundo, também com imagem em relevo na tampa. É o famoso túmulo de VASCO DA GAMA.
Visão superior do túmulo de Camões.

Para quem ama a Língua Portuguesa, esta é uma visita mais que especial

Interessante, não?

Preciso voltar muitas outras vezes. Quem sabe eu me inspiro para escrever um novo épico: Os Glausíadas. 😉

Dúvidas no ar

Túmulos de antigas personalidades mundiais volta e meia trazem algumas dúvidas. Será que a tal pessoa está mesmo sepultada ali? É uma questão que surge, por exemplo, sobre os restos mortais de Cristóvão Colombo, na Catedral de Sevilha.

Recentemente, Camões não tem escapado desse tipo de polêmica.

A história oficial diz que os ossos de Camões foram trasladados ao Mosteiro dos Jerónimos em 1880, em um belo túmulo criado pelo escultor português António Augusto da Costa Motta. Mas há quem questione isso. Leia duas matérias publicadas na mídia portuguesa: Diário de Notícias e Observador.

Uma verdade ou mais um engano da História? O importante é viver o momento de estar em um local oficialmente dedicado ao Grande Camões.


GLAUCO DAMAS
Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.
Saiba mais « » Contacto


3 comentários a “O túmulo de Camões, em Lisboa”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *