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Túmulo de Cristóvão Colombo, em Sevilha

Vou a Sevilha todo ano. Muitas vezes, repito a visita à enorme Catedral de Sevilha, por ser uma das maiores maravilhas mundiais da engenharia e da arquitetura. Em cada oportunidade, consigo um olhar diferente.

Logo publicarei aqui um artigo sobre a catedral, com muitas fotos e dicas para a sua visita. Agora, quero destacar uma surpresa lá dentro para os visitantes: o túmulo de Cristóvão Colombo.

O Colombo, Glauco? Aquele Colombo?

Sim, ele mesmo. O tão famoso Colombo.

A história que envolve esse túmulo tem um lado intrigante.

Placa de identificação no túmulo de Cristóvão Colombo, na Catedral de Sevilha.
“Cristóbal Colón”, como se escreve em espanhol.

O túmulo de Cristóvão Colombo

História intrigante

Os restos mortais de Colombo estiveram sempre ligados a polêmicas.

Morto em 1506, Colombo foi sepultado em Valladolid, Espanha. Em 1537, os espanhóis transferiram os restos mortais para a ilha Hispaniola (hoje dividida entre o Haiti e a República Dominicana). Quase duzentos anos depois, quando a Espanha perdeu parte desse território para a França, os restos mortais foram para Cuba. Então, 1898, o destino foi Sevilha.

Roteiro complexo, não? Para piorar, há um probleminha no enredo.

A República Dominicana alega que os restos mortais nunca deixaram seu território. No entanto, um teste de DNA relatou que os restos presentes em Sevilha pertencem a Colombo.

A ciência, com o DNA, desvenda o passado

Oh, briga no ar! A República Dominicana reagiu, mostrando outros restos mortais. Mas estes nunca foram testados, o que nos leva a crer que a verdade repousa mesmo em Sevilha.

Isso é estranho, Glauco. Os pesquisadores se desentendem e perdem a credibilidade.

Mas esse tipo de debate é sadio, pois traz questionamentos e novas visões sobre um mesmo assunto. Aliás, dúvidas ligadas a restos mortais são mais comuns do que você pensa, e agitam o universo dos historiadores.

Por exemplo, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, surpreende os visitantes com o túmulo de Camões, o túmulo de Vasco da Gama e o túmulo de Fernando Pessoa. O túmulo de Camões entrou nesse tipo de discussão. Alguns pesquisadores não creem que os restos mortais do Pai da Língua Portuguesa estejam no mosteiro (para ser exato, na igreja ligada ao mosteiro).

Descanso eterno de Cristóvão Colombo na Catedral de Sevilha

Ansioso para ver logo o túmulo de Cristóvão Colombo?

Roendo as unhas!

Pare de roer. Enfim, cá estão umas fotos que eu tirei na Catedral de Sevilha:

Visão frontal do túmulo de Cristóvão Colombo.
Visão do túmulo de Cristóvão Colombo.
Visão frontal do túmulo de Cristóvão Colombo.

Esta é apenas uma das surpresas do turismo em Sevilha

O túmulo de Cristóvão Colombo visto por trás.
O túmulo de Cristóvão Colombo.
Vista inferior do túmulo de Cristóvão Colombo.
Vista lateral maior do túmulo de Cristóvão Colombo.
Vista mais aberta do túmulo de Cristóvão Colombo.

Como curiosidade extra, mostro também isto:

Interior da Catedral de Sevilha.
O túmulo fica voltado para esta visão no interior da Catedral de Sevilha.
O teto.
Quando olhamos para o alto.

Interessante, não?

Esse é apenas mais um dos encantos e mistérios de Sevilha.

Publicado em 2017. Actualizado em 2020.


GLAUCO DAMAS
Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.
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8 comentários a “Túmulo de Cristóvão Colombo, em Sevilha”

Oi, Marcos!
É preciso ter coragem para visitar Sevilha no verão! Nem mesmo o povo de lá aguenta! 🙂
Mas… cá entre nós… cidade incrível, hein?

Fiquei sabendo sobre Cristóvão Colombo e os encantos de Sevillha será com um imenso prazer visitar a bem e tão falada cidade de Sevillha

Colombo foi um grande homem sempre defendeu a justica e sempre foi um homem digno e de karater e muito viagante na sua infansia ninguem nunca vai esquecer cristovao colombo um abraco xau

Bom dia Sr. Glauco. Me chamo Oswaldo e sou brasileiro, moro em São Paulo e tenho uma história: Dizem que Colombo ficou chateado gom o Rei da Espanha, que não lhe pagou o combinado das suas navegações e “jurou” que nunca retornaria e pisaria em solo Espanhol. Ele morreu na ilhas espanholas, na época, do Haiti e Republica Dominicana. Com a invasão da França naquele local, seus restos foram transferidos para a Espanha e como era sua vontade não “pisar” em solo Espanhol, o pessoal fez esse túmulo na Catedral de Sevilha. Isso procede ?
obrigado

Oi, Oswaldo.
Sua história é muito interessante.
Mas nada posso afirmar. Não tenho autoridade para isso. Para escrever este artigo, pesquisei e encontrei ainda outras versões.
Meus cumprimentos.

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