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Táxi e Uber em Viena: péssimas experiências

Táxi em Viena - em frente do aeroporto
Em frente do aeroporto de Viena.

Em todas as minhas viagens, eu gosto muito de usar transporte público. Aproveito para fazer comparações. Afinal, pelo transporte público nós avaliamos muito o grau de desenvolvimento de um país.

Eu já escrevi, por exemplo, sobre minhas experiências com Uber em Londres e com táxi e Uber em Amsterdã. Hoje, falo sobre minhas péssimas experiências com táxi e Uber em Viena, Áustria.

 

Táxi e Uber em Viena

Uma cidade evoluída me decepciona

Todos sabemos que a Áustria é um país muito desenvolvido. Ainda mais por estar na capital, Viena, minhas expectativas quanto a transportes públicos foram além das nuvens.

Em minha viagem, eu não tive oportunidade de usar o transporte público coletivo. Estava com uma pessoa que havia passado por cirurgia de joelho, por isso tinha que evitar longas caminhadas e degraus. Minhas únicas alternativas foram táxi e Uber.

 

Táxi

A única vantagem que encontrei nos táxis de Viena foram os preços. No geral, paguei muito menos que em outras capitais européias. Costumo dizer que Lisboa oferece as corridas mais baratas, e agora sei que Viena está no mesmo nível.

qualidade do serviço em Viena, no entanto, foi desastrosa. Os veículos eram bons, mas os taxistas imperaram em falta de interesse e em grosseria. Só não tive esses problemas com o taxista que nos levou do aeroporto ao hotel.

Em praticamente todas as cidades que visito, taxistas chegam rápido após uma chamada. Não em Viena. Lá, eles pareciam não ter interesse na corrida. Era como se estivessem a fazer um favor para mim — de graça.

Táxi em Viena

O maior problema foi a falta de educação.

Ai de você se os chamar para uma corrida curta. Eles não tinham receio de demonstrar isso. Ficávamos desconcertados. Isso irrita-me muito. Quando acontece comigo, não importa a cidade, eu falo abertamente para o taxista. E troco de carro.

Taxistas não podem pensar apenas em corridas longas. É como o dono de um café não querer clientes que entrem ali apenas para um… café. Negócios são assim mesmo. Alguns clientes entram para um simples café, outros entram para café, lanche e outras coisas. Taxistas não podem fugir disso. Corridas curtas rendem algum dinheiro e terminam logo, e que eles saiam imediatamente à procura de outros passageiros.

O caso mais grave aconteceu quando fui a um ponto de táxi ao lado de meu hotel e pedi uma corrida até a famosa casa onde Mozart morou. A casa estava a apenas 3 minutos de carro. Muito próxima, portanto, e eu teria ido a pé, mas, lembre-se, eu tinha comigo uma pessoa com problema no joelho.

Quando o taxista — um imigrante do Afeganistão — ouviu meu destino, ficou roxo de ódio. Eu fiquei duas vezes roxo. Perguntei se ele preferia que eu trocasse de táxi. Nesse momento, ele estava com o smartphone na mão. Furioso, jogou o aparelho no painel do carro e pediu que saíssemos. Ficou tão agressivo que nós tivemos medo dele. Fora do carro, quando ele estava de costas para nós, gritando, eu aproveitei para fotografar rapidamente a placa do veículo.

Táxi e Uber em Viena

A confusão continuou. Fui ao segundo táxi da fila e pedi a corrida. O taxista recusou, dizendo que não podia passar à frente do companheiro. “Mas ele não quer levar minha família, meu caro, então eu preciso do próximo na fila.” Nada feito. Eu simplesmente fiquei sem táxi. Única solução? Uber. Que os taxistas odeiam, mas não se esforçam para melhorar e competir.

Antes de chamar um veículo Uber, eu vi dois policiais na esquina. Fui reclamar, e ressaltei a agressividade do taxista. Eles me ouviram com um desprezo inacreditável. Quando terminei de falar, simplesmente afastaram-se.

Mais tarde, eu soube, por um funcionário do hotel, que os taxistas do ponto ao lado geram reclamações constantemente, e que muitos turistas espantam-se com a falta de educação e com a brutalidade. O próprio hotel havia reclamado inúmeras vezes, sem conseguir nenhuma interferência das autoridades. Bonito, não?

O assunto fica ainda mais impressionante quando vemos que quase todos os taxistas são imigrantes. E imigrantes de países com péssimo nível de vida, muitas vezes destruídos por guerras. Eles têm a OPORTUNIDADE de morar na ÁUSTRIA e assumem comportamentos assim. Uma ingratidão do tamanho do mundo. Um imigrante desses devia ser expulso.

 

Uber

Agora é o momento em que você pensa:

Glauco, então você usou apenas a Uber, e todos foram felizes para sempre.

Sim, usei depois apenas Uber, mas ninguém foi feliz pra sempre.

Eu sou fã da Uber. Uso inúmeras vezes, e raramente tenho problemas. A única grande exceção, até agora, é… claro, Viena.

Pela Uber, não tive nenhum problema com falta de educação.  Mas, várias vezes (eu disse várias), os motoristas cancelaram o pedido no meio do caminho. Aparecia a notificação na tela de meu smartphone. Assim, fácil, simplesmente cancelada a requisição de veículo. Acontecia mais ainda quando a viagem era (adivinha?) curta. Então eu pedia outro Uber. Esperava… e de repente lá estava outra notificação de que o condutor havia cancelado a rota. E eu pedia outro. Uma vez, só no quarto pedido eu consegui embarcar.

Tudo isso em meio a muita lentidão. Tal como os táxis regulares, carros da Uber costumam chegar depressa em outras cidades. Em Viena, eu esperava… e esperava… esperava mais um pouco…

Outro problema foram os motoristas perdidos. O GPS que eles têm no aplicativo da Uber leva-os direto ao cliente. Mas, muitas vezes, eles não encontravam o ponto. Telefonavam para mim e pediam diversas instruções. Uma vez, eu tive de telefonar para explicar melhor.

Péssimas experiências. Chegou a um ponto em que a irritação começou a me afetar. Então, respirei fundo e me controlei. Eu estava em turismo. Queria paz e diversão. Resolvi não dar mais tanta margem a tais energias negativas. Já havia tomado a mesma decisão ao chegar ao aeroporto, por um vôo da TAP, e ver que a minha mala estava molhada.

Respirando fundo e controlando-me, pude aproveitar melhor o que a bela Viena tem a nos oferecer.

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

2 comentários a “Táxi e Uber em Viena: péssimas experiências”

Glauco, compartilho com você da sua opinião. Vejo que o primeiro que chegar e tiver uma pequena forta de carros e atender super bem, leva todos os clientes em Viena. Pensando em fazer isso sabia… Vai que da certo!!!

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