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Templo de Medinet Habu: tesouro histórico a ser explorado em Luxor

LUXOR é uma de minhas cidades favoritas para turismo no Egito. Automaticamente pensamos em alguns pontos fabulosos para visitar, como o Templo de Luxor, o Templo de Karnak, o Vale dos Reis, o Templo de Hatshepsut, os Colossos de Mêmnom. Estes são, aliás, os pontos turísticos mais procurados, os mais tradicionais da região. Mas, na margem oeste de Luxor, há um tesouro histórico que passa despercebido por muitos turistas brasileiros e portugueses, e continua a ser ignorado pela maioria das agências de viagem. Curioso para saber o nome?

Deixe de ser bobo, Glauco. O título deste artigo já conta o segredo: o nome é Templo de Medinet Habu. Eu não sei o que é, como é, mas pelo menos o nome eu já sei!

Pois saberá um pouco mais agora. E verá muitas fotos. No final, acho que você entenderá por que eu tenho esse templo como um de meus favoritos no Egito.

Pegue logo seus óculos de sol e seu chapéu e venha comigo. Na companhia dos deuses egípcios, é claro.

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LUXOR

O Templo de Medinet Habu

Muito provavelmente, você chega aqui após uma visita aos Colossos de Mêmnom, devido à proximidade. O veículo pára e você desce com o guia. De repente, tem esta vista incrível:

Templo de Medinet Habu: aproximando-se do templo

O coração acelera. O que estamos prestes a ver? Quais serão as próximas emoções? Já aprendemos que o Egito está sempre pronto a nos encher de surpresas.

Mais uns passos, viramos à esquerda e vemos em cheio o ponto inicial, com os restos de uma torre fortificada, também conhecida como migdol:

Templo de Medinet Habu: entrada

Uau! Estamos prestes a viver o privilégio de entrar neste fascinante templo do Novo Reinado, diretamente ligado a Ramsés III.

Oh, agora sim: sei quem é o faraó ligado a esse templo.

Ele mesmo. Ramsés III. O segundo faraó da Vigésima Dinastia, a reinar entre 1186 e 1155 a.C. (suposição). Agora, para ser exato, anuncio que começamos nossa visita ao Templo Mortuário de Ramsés III.

Como está a sua ansiedade para cruzar aquele pequeno portão na entrada?

Muita, muita ansiedade!

Ótimo. Então…

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Entre comigo no templo

Prepare o fôlego, porque a área a ser explorada é grande. São uns 150m de comprimento. O recinto todo do templo (incluindo a área ao redor) mede uns 200 por 300m. Se for um dia muito quente, prepare-se mais ainda. Leve água e use protetor solar, óculos de sol, chapéu e sapatos confortáveis.

Tenha melhor noção ao observar esta foto aérea:

(Artigo continua após este recado.)
Turismo no Egito? Conheça o Meu Egito. Eu mesmo, G. DAMAS, lá recomendo os melhores guias de turismo egípcios — aqueles em quem eu mais confio. Em um destino exótico e complexo como esse, a sua viagem está nas mãos dos guias. Por isso, tenha preocupação com qualidade. Para saber mais, siga depois AQUI.

Vista aérea do Templo de Medinet Habu, ou Templo Mortuário de Ramsés III
(Apenas esta foto não é minha. Fonte: Wikipédia.)

Aquela entrada que acabamos de ver, com o portão de acesso, aparece na parte inferior esquerda da foto aérea. Seguimos calmamente dali até o fundo, cruzando grandes pátios abertos e apreciando estátuas, pinturas e colunas ornamentais. Medinet Habu é conhecido também por seus incríveis relevos, incluindo cenas do rei a celebrar vitórias militares e referências a várias cerimônias religiosas.

Templo de Medinet Habu: entrada
Templo de Medinet Habu
Templo de Medinet Habu: chave da vida em uma parede
Emoção: tocar na Chave da Vida que aparece em destaque em uma parede do templo. Detalhe: usando pulseiras e anéis com figuras egípcias, comprados na loja do cruzeiro no Nilo.

O primeiro pilone (foto a seguir) leva a um pátio aberto com estátuas de Ramsés III como Osíris, em um lado, e colunas no outro. O segundo pilone conduz a um peristilo, também com imagens de Ramsés III. Enfim, chegamos ao terceiro pilone por uma rampa em um pórtico em colunas, que depois se abre em um grande hipostilo (sala com colunas que sustentam o teto). Uma pena que o teto desse hipostilo tenha caído.

Um dos detalhes que mais encantam os turistas são os coloridos ainda vivos de algumas pinturas. Eu sinto arrepios ao olhar para aquilo. E fico a imaginar os artistas na época, durante os trabalhos, talvez sem terem noção de que criavam algo a ser apreciado milênios depois, prontos até para a eternidade. Tenho as mesmas sensações toda vez que visito a tumba de Tutancamon, no Vale dos Reis, e aprecio as pinturas tão vivas nada paredes.

Templo de Medinet Habu: no interior
Ali no fundo, o primeiro pilone.
Templo de Medinet Habu: no interior
Pilone.
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Referências a vitórias militares.
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
O colorido emociona todo mundo. Poderiam os artistas imaginar que essas obras de arte seriam apreciadas milênios depois?
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu: no interior
Templo de Medinet Habu
Templo de Medinet Habu
Infelizmente, não há mais o teto. Mas dedique um tempo maior aqui para observar os ornamentos e as inscrições nestes restos de colunas e de paredes. São lindos e muito significativos!
Templo de Medinet Habu: no interior com colunas
Templo de Medinet Habu
Templo de Medinet Habu: estátuas de Ramsés III

E então? Gostou? Aumentou a sua vontade de visitar o templo?

Claro! Mas… Glauco… não há mais fotos? Você prometeu “muitas fotos” lá no início. Tudo bem, já vi umas vinte aqui no artigo… mas eu esperava MAIS.

Eu sabia. Por isso, e por eu ser tão bonzinho e fofinho, criei para você um álbum especial em meu Google Fotos, com as imagens que capturei em uma viagem recente. Aproveite. Inspire-se.

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Quando visitar

Lembre-se de alguns locais que citei no início do artigo: Templo de Luxor, Templo de Karnak, Templo de Hatshepsut, Vale dos Reis, Colossos de Mêmnom. São os pontos mais importantes, os essenciais para a exploração turística na região de Luxor. Até podemos adicionar a essa nobre lista uma visita a uma loja de produtos de alabastro (eu recomendo uma loja dessas aqui no blog). Dá para visitar tudo isso durante a fase do cruzeiro no Rio Nilo, em apenas um dia e meio.

Como adicionar ao roteiro a visita ao Templo de Medinet Habu?

Dependendo do ritmo dos seus passeios, é possível incluir esse templo no período programado para os locais acima, durante a fase do cruzeiro. Mas isso deve ser pensado cautelosamente. Não compensa correr para dar tempo de ver mais coisas. O turista vê mais coisas, mas com menos qualidade nas visitas.

A situação fica mais leve, com logística mais apropriada, quando o turista programa ficar um tempo a mais em Luxor. Muitos passam um ou dois dias a mais por lá, ou seja, além do período do cruzeiro, justamente para explorar mais Luxor e região. Hospedam-se em um hotel na cidade. Depois, no dia do início do cruzeiro, finalmente deixam o hotel e fazem check-in no navio.

Hum… Glauco, dedicar mais tempo a Luxor? Compensa tanto assim?

Não tenho dúvida: SIM. Mas lembre-se de que isso é pessoal. Eu acho que compensa. Eu acho que Luxor é do melhor para o turismo no Egito. Se você puder dedicar mais tempo e mais dinheiro para aumentar pelo menos em um dia a sua presença em Luxor, invista nisso.

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Onde fica

Bem, você já sabe que essa preciosidade fica em Luxor. Veja este mapa:

Mapa do Templo de Medinet

Entenda a localização do templo em relação a outros pontos muito famosos. A seta verde aponta o Vale dos Reis. A seta azul, o Templo de Hatshepsut. A seta laranja, os Colossos de Mêmnom. Enfim, a vermelha indica o Templo de Medinet Habu. (Por isso eu disse que a visita ao Templo de Medinet Habu provavelmente acontecerá após a ida até os Colossos de Mêmnom.)

Vamos ser mais precisos? Localize agora o Templo de Medinet Habu direto no Google Mapas.

Viva o Egito!

By GLAUCO DAMAS

Moro em Portugal. Atuo como autor desde 2001. Publiquei livros infanto-juvenis, inclusive pela Editora Saraiva. Em 2013, surgiram o primeiro livro técnico e o primeiro guia de viagem.

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